
Aproveitando a carona da Tertulia Virtual vamos falar sobre o medo de ser LIVRE q algumas mulheres tem (homens tbm, contas feitas...) e q as leva a viver e morrer, literalmente, na suposta prisão matrimonial... Esse blog q nasceu com uma missão ternurenta de expor minhas crônicas sobre a vida como mãe ilegal, isto é, mãe imigrante ilegal... passou a ser um canal de purgatorio existencial, onde exponho vez por outra as mazelas ilegais q afetam milhoes de mulheres por esse fim de mundo... as informações q aleatoriamente vão surgindo por aqui, remeteram muitas vezes para ambientes domésticos, como raiz de muitos males... e é mesmo ao q parece, em casa de quem casa, q começa um lastimavel rastilho de histórias infelizes... ao q parece é mesmo na violência doméstica q nasce a violência social... e vamos or ai afora, mais uma vez tentando entender pq isso acontece assim... e onde poderemos alterar essa estrutura e mudar o final infeliz de tantas "princesas"... argh, odeio q me chamem de princesa... prefiro antes RAINHA... mas afinal, pq as meninas querem tanto se casar, mesmo já sabendo q isso não vai prestar, e os meninos tbm, afinal, elas se casam com eles... pq mesmo hein?
Ah, pq existe uma pressão social para q só sejamos felizes para sempre se tivermos um casalinho hetero e monogâmico, de preferencia endividado no banco por uns 20, 30 ou 50 anos...
Pelo fim da ditadura do amor romântico, heteronormativo e monogâmico (fonte de toda hipocrisia que vivemos...) vamos fazer uma série aqui dismitificando pra sempre essa historinha ra boi dormir e enfim, ser FELIZES SOZINHAS E LIVRES para sempre!!!
Pelo fim da ditadura do amor romântico, heteronormativo e monogâmico (fonte de toda hipocrisia que vivemos...) vamos fazer uma série aqui dismitificando pra sempre essa historinha ra boi dormir e enfim, ser FELIZES SOZINHAS E LIVRES para sempre!!!
Começamos com um testo doMaçãs Podres sobre o motivo q impulsiona as meninas para o abismo nupcial...
“O desejo inconsciente dos cuidados de outrem – é a força motriz que ainda mantém as mulheres agrilhoadas. Denominei-a “Complexo de Cinderela”, uma rede de atitudes e temores profundamente reprimidos que retém as mulheres numa espécie de penumbra e impede-as de utilizarem plenamente seus intelectos e criatividade. Como Cinderela, as mulheres de hoje ainda esperam por algo externo que venha transformar suas vidas.” (Collete Dowling)
Como foi observado por Simone de Beauvoir existem mulheres que se posicionam como submissas para “evitar a tensão envolvida na construção de uma existência autêntica.” Permanecer nessa posição de submissão sendo boa companheira, boa mãe e dona de casa (de preferência sustentada), traz uma tranqüilidade que a LUTA POR SI MESMA não traria.
O medo de enfrentar o mundo sozinha gera uma tensão emocional e uma ansiedade asfixiante de ser aceita, estes sentimentos envolvem as mulheres, fazendo-as recuar da luta. É evidente que é muito mais fácil recuar do que encarar um problema que foi enfiado em nossa goela. E hoje se encontra enraizado dentro de nós mulheres por comodidade tbm. A princípio o que foi imposição de ser protegida por um homem e dependente dele em todos os âmbitos, tornou-se um comportamento natural e “cômodo” (não precisamos pensar, não precisamos nos responsabilizar por nós mesmas e nem lutar, pois aparentemente está tudo bem).
Estar “tudo bem” não gera tensão...
Gerar tensão indica que há um conflito entre as necessidades internas e as imposições externas, essa comodidade é que vai frear a tensão e a ansiedade. Afinal, quando nos confrontamos com o externo nos tornamos “doentes psíquicos”, uma “anomalia” para a sociedade. Como qualquer doença os sintomas se manifestam e os medicamentos veem para “curar” a tal “anomalia”. Se os sintomas permanecerem, inicia-se a repressão. Esta repressão se traduz em falsa preocupação, pois o que a sociedade, a família, os amigos, a religião, o Estado e a medicina dizem ser “preocupação com a nossa felicidade e bem-estar físico”, na verdade é traçar o nosso destino baseado no padrão moral da antiga família, com intenções econômicas de sustentação do sistema vigente.
A imposição do papel social feminino é de se tornarem mães, esposas, donas de casa, sonhando com a proteção de uma falsa liberdade e, intrínseco neste projeto, o amor cumpre um papel de aprisionar as mulheres. Eis as flores que cobrem a camisa de força!
Como diz Reich: “As catástrofes dos tempos mostraram-nos que o povo ensinado a ser cegamente fiel em qualquer sistema se privará da sua própria liberdade; matará o que lhe dá liberdade, e fugirá com o ditador”.
E qual a prescrição médica para tal doença?
Não se iludam mulheres, a única prescrição que temos está em nós mesmas. Somos as únicas médicas capazes de diagnosticar e sanar essa doença. Este é o único caso útil de auto-medicação. Ou então se delicie vivendo dentro de um hospital onde a camisa de força é coberta por flores, pois é muito mais fácil vender a nossa independência do que ser senhora de si mesma.
Como Maçãs Podres, nosso objetivo é eliminar o impulso (força motriz) que alimenta o Complexo de Cinderela e nos coloca numa completa dependência do outro. Nós estamos dispostas a quebrar os grilhões e dissipar a cegueira. As experiências emocionais que nos esperam são poderosas, mas para aquelas que realmente abandonam os ‘scripts’ sociais, em troca, recebem a verdadeira liberdade. Inicialmente a luta contra o Complexo de Cinderela é conseqüentemente a luta contra nós mesmas!
Texto: Élida R. Pereira.
Colaboração: Ana Clara, Cathiara e Patrick Monteiro.
Como foi observado por Simone de Beauvoir existem mulheres que se posicionam como submissas para “evitar a tensão envolvida na construção de uma existência autêntica.” Permanecer nessa posição de submissão sendo boa companheira, boa mãe e dona de casa (de preferência sustentada), traz uma tranqüilidade que a LUTA POR SI MESMA não traria.
O medo de enfrentar o mundo sozinha gera uma tensão emocional e uma ansiedade asfixiante de ser aceita, estes sentimentos envolvem as mulheres, fazendo-as recuar da luta. É evidente que é muito mais fácil recuar do que encarar um problema que foi enfiado em nossa goela. E hoje se encontra enraizado dentro de nós mulheres por comodidade tbm. A princípio o que foi imposição de ser protegida por um homem e dependente dele em todos os âmbitos, tornou-se um comportamento natural e “cômodo” (não precisamos pensar, não precisamos nos responsabilizar por nós mesmas e nem lutar, pois aparentemente está tudo bem).
Estar “tudo bem” não gera tensão...
Gerar tensão indica que há um conflito entre as necessidades internas e as imposições externas, essa comodidade é que vai frear a tensão e a ansiedade. Afinal, quando nos confrontamos com o externo nos tornamos “doentes psíquicos”, uma “anomalia” para a sociedade. Como qualquer doença os sintomas se manifestam e os medicamentos veem para “curar” a tal “anomalia”. Se os sintomas permanecerem, inicia-se a repressão. Esta repressão se traduz em falsa preocupação, pois o que a sociedade, a família, os amigos, a religião, o Estado e a medicina dizem ser “preocupação com a nossa felicidade e bem-estar físico”, na verdade é traçar o nosso destino baseado no padrão moral da antiga família, com intenções econômicas de sustentação do sistema vigente.
A imposição do papel social feminino é de se tornarem mães, esposas, donas de casa, sonhando com a proteção de uma falsa liberdade e, intrínseco neste projeto, o amor cumpre um papel de aprisionar as mulheres. Eis as flores que cobrem a camisa de força!
Como diz Reich: “As catástrofes dos tempos mostraram-nos que o povo ensinado a ser cegamente fiel em qualquer sistema se privará da sua própria liberdade; matará o que lhe dá liberdade, e fugirá com o ditador”.
E qual a prescrição médica para tal doença?
Não se iludam mulheres, a única prescrição que temos está em nós mesmas. Somos as únicas médicas capazes de diagnosticar e sanar essa doença. Este é o único caso útil de auto-medicação. Ou então se delicie vivendo dentro de um hospital onde a camisa de força é coberta por flores, pois é muito mais fácil vender a nossa independência do que ser senhora de si mesma.
Como Maçãs Podres, nosso objetivo é eliminar o impulso (força motriz) que alimenta o Complexo de Cinderela e nos coloca numa completa dependência do outro. Nós estamos dispostas a quebrar os grilhões e dissipar a cegueira. As experiências emocionais que nos esperam são poderosas, mas para aquelas que realmente abandonam os ‘scripts’ sociais, em troca, recebem a verdadeira liberdade. Inicialmente a luta contra o Complexo de Cinderela é conseqüentemente a luta contra nós mesmas!
Texto: Élida R. Pereira.
Colaboração: Ana Clara, Cathiara e Patrick Monteiro.
Não alimente esse bicho papão por favor...
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