quinta-feira, 18 de junho de 2009

"Reacendeu-se a esperança"


A mãe adolescente de uma criança que a Justiça decidiu dar para adopção mostrou-se hoje "emocionada" e "muito feliz" com o apoio do director do Refúgio Aboim Ascensão, que defende que o caso deve ser reavaliado.

Ana Rita Leonardo, de 15 anos, disse à Agência Lusa que "agora reacendeu-se" a sua "esperança", agradecendo "produndamente" ao director da instituição onde se encontra o pequeno Martim, Luís Villas Boas, pelo apoio agora demonstrado.

"Agora está nas mãos da juíza e só espero que o Tribunal de Cascais seja compreensivo, que finalmente se sensibilize com o meu caso e, principalmente, que seja rápido", sublinhou.

A jovem mãe, que há três dias iniciou uma greve de fome, reafirma que se sente "mais madura e com todas as condições para criar o Martim".

Luís Villas-Boas assumiu-se, em declarações hoje ao jornal Expresso on-line, como o autor do relatório clínico que deu entrada no Tribunal de Cascais a defender a reavaliação das condições de Ana Rita para cuidar do filho, Martim, de dois anos e meio, institucionalizado no Refúgio Aboim Ascenção, no Algarve, desde os primeiros meses de vida.

"Fiquei sensibilizado com a forma como falava do filho, numa entrevista à rádio. Percebi que era uma jovem ponderada e não podia ficar indiferente ao seu pedido. Na minha condição de psicólogo clínico, decidi escrever ao tribunal propondo uma reponderação da mãe", defendeu Villas-Boas.

"Com quase 16 anos, esta jovem tem tudo a seu favor para ser uma boa mãe. Quero vê-la com o Martim ao colo", acrescentou.

No dia 26 de Fevereiro de 2007 as assistentes sociais de Cascais levaram o Martim para a instituição Refúgio Aboim Ascensão, em Faro, alegando que a Ana Rita não teria condições para cuidar do filho.

Em Julho de 2007 foi tomada a primeira decisão judicial de que o Martim iria ser dado para adopção, na qual a família recorreu com sucesso, mas a 20 de Dezembro de 2008, na última visita de Ana Rita, o Martim terá ficado emocionalmente perturbado e as visitas foram canceladas.

Há seis meses que Ana Rita não vê o filho e não tem notícias dele. A 21 de Maio foi informada de que o filho seria dado para adopção.

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1265188&seccao=Sul

domingo, 31 de maio de 2009

Respeitem os direitos das crianças!!!

Um mundo feliz começa com uma infância plena de direitos e amor...
E o simples fato de todo ser humano nascer criança é motivo suficiente para lutarmos por uma infância mais feliz e livre de toda forma de violência... Pelas crianças desse planeta que ainda vivem na guerra e na miséria absoluta, bem como por aquelas q vivem em mundos artificialmente desenvolvidos mas carentes de simples carinho e brincadeiras...




Direitos da Criança

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Convenção dos Direitos da Criança




Como já deves ter ouvido falar, as Nações Unidas aprovaram uma lei chamada "Convenção sobre os Direitos da Criança". Essa lei tem 54 artigos que explicam cada um dos teus direitos.


Os artigos que não referimos aqui dizem, sobretudo, respeito à forma como os adultos e os governos devem trabalhar em conjunto para que todas as crianças gozem dos seus direitos.


ARTIGO 1º
Todas as pessoas com menos de 18 anos têm todos os seus direitos escritos nesta convenção.



ARTIGO 2º
Tens todos esses direitos seja qual for a tua raça, sexo, língua ou religião. Não importa o país onde nasceste, se tens alguma deficiência, se és rico ou pobre.



ARTIGO 3º
Quando um adulto tem qualquer laço familiar ou responsabilidade sobre uma criança, deverá fazer o que for melhor para ela.



ARTIGO 6º
Toda a gente deve reconhecer que tens direito à vida.



ARTIGO 7º
Tens direito a um nome e a ser registado, quer dizer, o teu nome, o dos teus pais e a data em que nasceste devem ser registados. Tens direito a uma nacionalidade e o direito de conheceres e seres educado pelos teus pais.


ARTIGO 8º
Deves manter a tua identidade própria, ou seja, não te podem mudar o nome, a nacionalidade e as tuas relações com a família e menos que seja melhor para ti. Mesmo assim, deves poder manter as tuas próprias ideias.



ARTIGO 9º
Não deves ser separado dos teus pais, excepto se for para teu próprio bem, como por exemplo, no caso dos teus pais te maltratarem ou não cuidarem de ti. Se decidirem separar-se, tens de ficar a viver com um deles, mas tens o direito de contactar facilmente com os dois.



ARTIGO 10º
Se os teus pais viverem em países diferentes, tens direito a regressar e viver junto deles.



ARTIGO 11º
Não deves ser raptado mas, se tal acontecer, o governo deve fazer tudo o que for possível para te libertar.



ARTIGO 12º
Quando os adultos tomam qualquer decisão que possa afectar a tua vida, tens o direito a dar a tua opinião e os adultos devem ouvir seriamente o que tens a dizer.



ARTIGO 13º
Tens direito a descobrir coisas e dizer o que pensas através da fala, da escrita, da expressão artística, etc., excepto se, quando o fizeres, estiveres a interferir com o direito dos outros.



ARTIGO 14º
Tens direito à liberdade de pensamento e a praticar a religião que quiseres. Os teus pais devem ajudar-te a compreender o que está certo e o que está errado.



ARTIGO 15º
Tens direito a reunir-te com outras pessoas e a criar grupos e associações, desde que não violes os direitos dos outros.



ARTIGO 16º
Tens direito à privacidade. Podes ter coisas como, por exemplo, um diário que mais ninguém tem licença para o ler.



ARTIGO 17º
Tens direito a ser informado sobre o que se passa no mundo através da rádio, dos jornais, da televisão, dos livros, etc. Os adultos devem ter a preocupação de que compreendes a informação que recebes.



ARTIGO 18º
Os teus pais devem educar-te, procurando fazer o que é melhor para ti.



ARTIGO 19º
Ninguém deve exercer sobre ti qualquer espécie de maus tratos. Os adultos devem proteger-te contra abusos, violência e negligência. Mesmo os teus pais não têm o direito de te maltratar.


ARTIGO 20º
Se não tiveres pais, ou se não for seguro que vivas com eles, tens direito a protecção e ajuda especiais.


ARTIGO 21º
Caso tenhas de ser adoptado, os adultos devem procurar ter o máximo de garantias de que tudo é feito da melhor maneira para ti.


ARTIGO 22º
Se fores refugiado (se tiveres de abandonar os teus pais por razões de segurança), tens direito a protecção e ajuda especiais.


ARTIGO 23º
No caso de seres deficiente, tens direito a cuidados e educação especiais, que te ajudem a crescer do mesmo modo que as outras crianças.


ARTIGO 24º
Tens direito à saúde. Quer dizer que, se estiveres doente, deves ter acesso a cuidados médicos e medicamentos. Os adultos devem fazer tudo para evitar que as crianças adoeçam, dando-lhes uma alimentação conveniente e cuidando bem delas.


ARTIGO 27º
Tens direito a um nível de vida digno. Quer dizer que os teus pais devem procurar que não te falte comida, roupa, casa, etc. Se os pais não tiverem meios suficientes para estas despesas, o governo deve ajudar.


ARTIGO 28º
Tens direito à educação. O ensino básico deve ser gratuito e não deves deixar de ir à escola. Também deves ter possibilidade de frequentar o ensino secundário.


ARTIGO 29º
A educação tem como objectivo desenvolver a tua personalidade, talentos e aptidões mentais e físicas. A educação deve, também, preparar-te para seres um cidadão informado, autónomo, responsável, tolerante e respeitador dos direitos dos outros.


ARTIGO 30º
Se pertenceres a uma minoria, tens o direito de viver de acordo com a tua cultura, praticar a tua religião e falar a tua própria língua.


ARTIGO 31º
Tens direito a brincar.


ARTIGO 32º
Tens direito a protecção contra a exploração económica, ou seja, não deves trabalhar em condições ou locais que ponham em risco a tua saúde ou a tua educação. A lei portuguesa diz que nenhuma criança com menos de 16 anos deve estar empregada.


ARTIGO 33º
Tens direito a ser protegido contra o consumo e tráfico de droga.


ARTIGO 34º
Tens o direito a ser protegido contra abusos sexuais. Quer dizer que ninguém pode fazer nada contra o teu corpo como, por exemplo, tocar em ti, fotografar-te contra a tua vontade ou obrigar-te a dizer ou a fazer coisas que não queres.


ARTIGO 35º
Ninguém te pode raptar ou vender.


ARTIGO 37º
Não deverás ser preso, excepto como medida de último recurso e, nesse caso, tens direito a cuidados próprios para a tua idade e visitas regulares da tua família.


ARTIGO 38º
Tens direito a protecção em situação de guerra.


ARTIGO 39º
Uma criança vítima de maus tratos ou negligência, numa guerra ou em qualquer outra circunstância, tem direito a protecção e cuidados especiais.


ARTIGO 40º
Se fores acusado de ter cometido algum crime, tens direito a defender-te. No tribunal, a polícia, os advogados e os juizes devem tratar-te com respeito e procurar que compreendas o que se está a passar contigo.


ARTIGO 42º
Todos os adultos e crianças devem conhecer esta Convenção. Tens direito a compreender os teus direitos e os adultos também.



Assim, pode-se dizer que o Dia Mundial da Criança serve para lembrar um grande problema mundial: o esquecimento dos direitos das crianças.

Retirado do site "Júnior.TE", veja sites favoritos.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Malandro é malandro, mané é mané...


Pra tentar entender pq os homens procuram mulheres fragilizadas, vítimas de violência, coitadinhas e masoquistas...
Qual será o tipo de perfil q podemos encontrar... entre os q agridem e os q se sentem atraídos por essas mulheres...

Conheça o perfil do agressor

* só enxerga as mulheres como uma propriedade ou como objeto sexual.
* tem baixa auto-estima e sente-se impotente e ineficaz no mundo. Ele pode aparentar um vencedor, mas sentir-se derrotado. Está sempre se esforçando pra ser o macho perfeito.
* tem dificuldade em confiar nos outros e teme perder o controle. Normalmente, vive isolado socialmente e não demonstra os sentimentos, senão de raiva.
* acredita q sua angústia emocional é causada por fatores externos. Justifica sua violência nas circunstâncias, como tensão, culpa da companheira, dia ruim, drogas e outros fatores.
* pode ser agradavel e encantador entre períodos de violência e pode parecer muitas vezes ser "um sujeito muito agradável" para estranhos. Pode parecer ter dupla personalidade e/ou evitar repugnar conflitos ou discussões.
* acredita q o sucesso do relacionamento é de responsabilidade da companheira - se não deu certo o problema é sempre dela.

por Rubens Zaidan
Especial para o jornal A Cidade
(esse texto não podia ser copiado do site acima, mas acho q por motivos de interesse maior não deve ter problema fazer aqui a divulgação...)



Maus tratos e controlo coercivo

As mulheres experienciam mais essa vitimação do que os homens.
No nosso País, apesar do fenómeno começar a ter alguma expressão, os homens maltratados que recorrem às instituições são uma minoria.
Mais, os tipos de violência mais perpetrados pelo homem e pela mulher não são os mesmos.
O masculino exerce, predominantemente, violência sexual, maus tratos verbais e controlo coercivo.
Elas recorrem mais a estratégias emocionais abusivas.
É possível traçar um perfil do agressor?
Não há um perfil único. Contudo, os homens partilham algumas características: recorrem, habitualmente, a armas e já anteriormente praticaram actos de violência severa contra a companheira. Alguns são dependentes de substâncias (álcool, drogas). São usualmente muito isolados do ponto de vista social.


Rapazes mais agressivos

A psicóloga Susana Lucas estudou, no ano de 2003, a agressividade nas relações de namoro em 925 adolescentes, 359 dos quais rapazes e 566 raparigas, divididos em duas faixas etárias - dos 12 aos 14 e dos 15 aos 17 anos. Concluiu que os rapazes recorriam mais à agressão física - apalpar ou mesmo beijar à força - do que as raparigas que usavam mais a violência verbal, como insultar e humilhar.
não há perfil do agressor
Para a investigadora Susana Lucas, do Instituto Piaget, não existe um perfil da vítima e do perpetuador. Pode-se, sim, referir que "existem preditores, nomeadamente, a observação de agressões parentais, classe sociais baixas, uma estrutura/ambiente familiar com pais divorciados, alcoólicos e/ou toxicodependentes, ou até desempregados". No entanto, a psicóloga crê que este fenómeno pode ocorrer em famílias de classe social elevada, com pais não alcoólicos. Também o psicólogo Rui Abrunhosa defende a inexistência de um perfil do agressor, embora afirme que os indivíduos de níveis socio-económicos mais elevados tendem mais a desenvolver agressões emocionais, ao contrário dos estratos sociais mais baixos, onde prevalecem as investidas físicas.


Pesquisa social feita pela equipe da
Vara Especial de Violência Doméstica
e Familiar Contra a Mulher do Maranhão


acerca das vítimas e autores da violência aponta perfil do agressor e vítima.
O relatório completo do estudo foi entregue à Corregedoria Geral da Justiça.Entre as informações apuradas destaca-se que a maior parte das mulheres que sofreram violência doméstica é jovem – tem entre 21 e 35 anos de idade. A maioria significativa (70%) é solteira, mas 36% mantinham relação estável com o autor da violência à época da denúncia. Em mais da metade desses casos, as mulheres apresentaram baixo grau de instrução, representado apenas pelo ensino fundamental ou mesmo inferior a este. Ademais, a maioria depende ou dependia financeiramente do companheiro.
O perfil do agressor, segundo a pesquisa,
é o homem entre 26 e 40 anos de idade,
sendo 71% solteiros. Destes,
36% eram companheiros das denunciantes,
com tempo de convivência variável entre 5 a 12 anos.
As profissões mais citadas foram as de motorista, pedreiro e vigilante, em ordem de ocorrência.
Em grande parte dos casos a agressão foi praticada por ex-companheiros.
Pelo constatado, mesmo após o término do relacionamento,
a mulher não está isenta da violência, pois o homem geralmente não reconhece o rompimento do vínculo conjugal e continua alimentando o sentimento de posse sobre a ex-companheira.
O relatório com os resultados também foi encaminhado à Presidência do Tribunal de Justiça do Maranhão e entidades maranhenses públicas e privadas de proteção à mulher. O juiz Moraes Rego informou que cópias serão enviadas à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e ao Conselho Nacional de Justiça. A pesquisa envolveu processos distribuídos à vara até o dia 30 de junho de 2008, a fim de dar maior profundidade e ampliar o conhecimento sobre os atores envolvidos com as situações de agressão. A coleta das informações de 312 processos foi feita no período de agosto a novembro de 2008.O juiz ressalta que alguns dados foram surpreendentes e significativos. Esperava-se, por exemplo, que a incidência de bebidas alcoólicas e drogas fosse maior que o percentual de 44% entre os agressores. Da mesma forma, outro ponto pode refletir a nova estrutura da família ludovicense: a maioria das mulheres denunciantes possui apenas dois filhos.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Mulher de Malandro

Tenho tido na vida real algum contacto com mulheres vítimas de violência doméstica, e confesso q depois de tudo, e de receber apoio e ajuda, elas voltando para os agressores, perdoando tudo, colocando a culpa em alguma mulher da história e até suplicando pela volta do malandro... muito complicado isso, e pra não perder a lucidez e a vontade de ajudar, pq afinal, é muito mais grave do q pensamos...e muito mais difícil de sair de dentro da situação... mesmo com apoio exterior, pq há raizes profundas a prendê-las no sofrimento...

Tô tentando entender... e fui pesquisando...



Embora tanto os homens quanto as mulheres possam ter passado por experiências que predisponham para a síndrome masoquista, ela é mais comum nas mulheres, porque nelas, elementos culturais reforçam continuamente este comportamento. Embora as mulheres tenham conquistado mais autonomia em relação aos seus destinos, e maiores oportunidades para a realização pessoal nos últimos anos, o masoquismo feminino continua atuando de forma destrutiva, puxando o tapete sob elas.O problema do poder parece ser o centro do comportamento masoquista. É na família que a criança, inicialmente fraca e indefesa, toma o primeiro contato com medo do poder investido em outras pessoas. A mãe é grande e poderosa, e a maneira como ela exerce o seu poder nos cuidados com a criança é em grande parte responsável pela saúde psicológica do filho. Há muitas maneiras pelas quais os pais podem abusar de seu poder, além da agressão física. Se essas ações são repetitivas e continuadas, preparam o terreno para o masoquismo, minando a “confiança básica” da criança, aumentando nela a sensação de impotência e vulnerabilidade. O terror é o gatilho de qualquer transação masoquista. Na verdade o masoquismo é um mecanismo de defesa que através do dano auto-infligido procura evitar ou extinguir a agressão, real ou suposta, vinda de outras pessoas. A essência do masoquismo é a autopunição e a submissão à outra pessoa, e o sofrimento estabelecido como estilo de vida. Não se trata de maneira alguma de sentir prazer com o sofrimento, mas sim de não conseguir identificar alternativas não dolorosas para seu comportamento. Como o masoquista repete os processos destrutivos e dolorosos a exaustão, comete-se o erro de julgar que isso possa lhe dar algum prazer.




Se o que desejamos colocar em debate é o masoquismo moral das mulheres, acreditamos ser útil a referência ao pensamento de Emilce Bleichmar e a instigante questão que ela coloca em seu livro Sobre a sexualidade feminina – da menina à mulher : “Por que será que toda vez que nos defrontamos com o óbvio da freqüência da experiência da violência no cenário da história vivencial ou das categorias do simbólico, em vez de aplicar a tese do ominoso, do sinistro – tese clássica freudiana -: a duplicação pelo real do fantasma, como fator de importância na manutenção da angústia persecutória da mulher nas experiências sexuais, apela-se rapidamente ao enigmático?”
Para a autora, o masoquismo moral das mulheres (que ela também entende como formas defensivas contra a violência) não pode ser pensado sem que se leve em conta a presença da violência do simbólico que o institui, nem separado dos valores sobre o feminino, os ideais e mitos sobre a feminilidade. A partir de tal colocação convida-nos ao seguinte desdobramento: qual o efeito da hipersexualização do corpo feminino, que se tipifica e se propõe como um ideal (por exemplo, através das bonecas oferecidas para as brincadeiras das meninas, como Marilu e Barbie) e que tem um percurso isolado das vivências auto-eróticas e dos fantasmas sexuais, mas que tem que ser recriado na versão imaginária do ego corporal que vai se instituindo como pólo narcísico e simbolizante do ser feminino? Parece-me que esse tipo de questão é fundamental para não se universalizar a soldadura entre o masoquismo e as mulheres.






sexta-feira, 20 de junho de 2008

Campanha: Vizinhos da Violência




Eu sou drástica,
queria logo colocar um pequeno cartaz
na minha porta com os dizeres:
VIZINHOS DA VIOLÊNCIA
Campanha voluntária
de proteção às vítimas
de violência doméstica
Se vc é mais um vizinho da violência,
não seja tbm um cúmplice por omissão
ou por negligência.
DENUNCIE
Eu Denuncio!!!

Espaço reservado para
contatos de emergência

Até fiz um cartaz, tipo postal...
e acho que vou deixar na caixa do correio
assim todo mundo vê mal entre no prédio,
talvez iniba futuras agressões
pq qdo a pessoa vê, fica envergonhada, imagino...

Resposta da Marian...
( Amiga Bombril do Lealdade Feminina,
pq ela tem mil e uma utilidades...rs...)

Vou-te deixar numeros que servem para reportar a situação que se passa ao teu lado. Aliás, deixo-te vários.
Mas antes de tudo visita o site da PSP http://www.psp.pt/ / programas especiais / violencia domestica (tambem tem lá "contactos uteis" que nao estao aqui) e vê os conselhos, depois contacta telefonicamente a esquadra da zona informando a morada onde se passam os abusos.criança maltratada - 213 433 333 (9:30-18:30)http://web.rcts.pt/paulaperna/sos_crianca.htm

SOS criança - 800 202 651 (linha gratis) e 217 931 617http://www.iacrianca.pt/servicos/sos.htm


APAV (associação portuguesa de apoio à vitima) 707 200 077 das 10-13:00 e 14-17:30hhttp://www.apav.pt/
informação às vitimas de violência doméstica 800 202 148 -chamada grátishttp://www.portaldocidadao.pt/PORTAL/entidades/PCM/CIG/pt/SER_linha+telefonica+de+informacao+as+vitimas+de+violencia+domestica.htm


Não tens que te identificar!

Só denunciar. a denuncia é confidencial. ou seja ninguem vai aparecer lá a dizer nada do género: "a s/ vizinha ligou...etc"A denuncia de violencias é um dever cívico (sim e até mesmo no caso de animais funciona... mal e porcamente, mas funciona!)

Como diz o aforismo: o problema não são os maus, mas os bons que nada fazem.... Presenciar crimes s/ vitimas indefesas de qualquer espécie que seja e nao denunciar é fazermos o jogo do agressor e sermos cumplices do crime permitindo que se continue a perpetuar.e destroi-nos por dentro, irremediavelmente.

Já pensaste na enorme falta de higiene emocional que significa viver paredes meias com um agressor e sua vítima?! um ambiente muito intoxicante do ponto de vista energético, de certeza... tenta evitar que o teu filho leve com isso mesmo não sendo nada com ele. E afinal convenhamos que nem é tão dificil assim!nao tens que dar a cara nem identificar nada a nao ser o local da agressaoEspero sinceramente por boas noticias, por vitimas e agressores, por quem vive perto por todos nós afinal, e em nome de um futuro mais saudável.

Qualquer coisa estou por aqui, para já. Beijinhos Marian




Uma Nova Campanha: Vizinhos da Violência

VIZINHOS DA VIOLÊNCIA
Há minutos atrás eu ouvi mais uma vez
a voz da violência.
Desta vez a avó, grita para o neto:
"você vai apanhar..."
e segundos depois ouço a vozinha infantil e indefesa
de 3 anos de idade: "Pára...pára..."
Gente é muito difícil pra mim conviver com isso.
Pra não dizer devastador...
Mesmo o meu sangue de barata tonta ferve...
Ontem era o jogo de futebol,
mas e nos outros dias, que ouço
brigas de casal, agressões às crianças...
E NÃO POSSO FAZER NADA???
Então eu estou pensando em como eu
posso me mobilizar para dar esse grito.
Não é uma tarefa fácil, pois no
sacrossanto recinto do lar
as pessoas são protegidas pelo seu direito
à privacidade, e invasão de domicilio é crime.
Não sou munida de nenhum meio ou instrumento
com que eu possa ajudar em casos assim.
No Brasil, eu sei que podemos fazer uma denúncia,
mesmo anônima, e ela será investigada,
e serão tomadas as medidas cabíveis.
Eu sei pq isso já me aconteceu antes e eu
fiz a denúncia anonimamente.
Meu vizinho era militar, e não tinha uma vida
conjugal muito feliz... mas qdo ele ia trabalhar
a esposa e mãe, por qqr motivo batia num dos filhos,
sempre o mesmo era escolhido como saco de pancadas.
e eu sei pq? aquele filho foi gerado sob a ameaça
de uma pistola 38mm, a esposa e mãe era
assim obrigadaa ter relações
sexuais com o marido,
e resultou no nascimento dessa criança.
Deprimida e infeliz, ela bebia escondido de todos.
E descontrolada agredia o próprio filho.
Até chegar ao ponto da criança dar
entrada num hospital
com uma costela fraturada.
Eu tive medo de denunciar, pois sendo ele militar...
Infelizmente alguns militares podem estar envolvidos
como criminosos, e já não sabemos
separar o joio do trigo.
E eu estaria de fato invadindo a sagrada
privacidade da família dele.
Como somos instruídos pelo dito popular:
EM BRIGA DE MARIDO E MULHER
NINGUÉM METE A COLHER
Lá no Brasil eu denunciei,
liguei para o SOS Criança
E soube depois que eles receberam a visita de um
comissário de menores e a assistente social.
Foram encaminhados para um acompanhamento
psicólogico familiar.
E espero que o pequeno esteja a salvo.
Qdo eu disse o que havia feito as minhas
vizinhas disseram:
Vc fez isso? vc é louca?
Os vizinhos da menina Isabela Nardoni
ouviram os gritos dela
antes dela ser atirada ainda com vida
pela janela do prédio onde viva o "progenitor".
Os vizinhos dos bebês australianos perceberam
que alguma coisa estava errada,
uma das crianças chegou a
ir até uma vizinha nua e pedir socorro.
Mas ninguém fez absolutamente nada.
Imagina como essa criança voltou
outra vez pra dentro da casa
onde os dois irmãos estavam morrendo de inanição.
O que mais se terá passado ali dentro daquele "lar"???
A polícia presume que os bebês já estavam mortos
há uma semana...
O vizinho é a testemunha cega, surda e muda
da violência doméstica. Qual é a diferença entre
a omissão, a negligência e a cumplicidade???
Mas então o que fazer...
Aceito sugestões...

As crianças morrem de fome sob o olhar desatento da sociedade... em países do 1º mundo


Eu estou de tal forma chocada com isso que não vou colocar imagem nenhuma...

Talvez se eu colocando aqui a foto do cachorrinho da exposição, chame mais a atenção dos internautas e suas petições on line... Pq como eu disse anteriormente... Eu vejo que as discussões realizadas em torno da morte do cãozinho devem se ampliar... Não é só numa galeria de arte que seres vivos estão sendo condenados a morrer de fome, esta exposição macabra acontece todos os dias em muitos lugares do planeta, e mesmo nos ditos países de 1º mundo como Austrália e Alemanha... As florestas, as matas ciliares e os rios estão morrendo todos os dias... Como acordar num mundo com tais notícias...




Dois bebês australianos morrem dentro de casa por inanição em Austrália.






Bebes mortos em Alemanha de forma assustadora resulta na criação de uma organização que acolhe as crianças sem identificar as "mães"




CPI investiga pedofilia em Minas Gerais.




Assaltantes queimam onibus escolar do colégio Tiradentes em Minas Gerais.





Campanha de esclarecimento ao público realizada pela Polícia Militar de Minas Gerais resulta num aumento de 500% de denúncias de pedofilia.
Denúncias feitas através do site, que acompanha atentamente tudo sobre o assunto.


domingo, 15 de junho de 2008

Lei Contra A Violência Doméstica no Brasil



A Lei da Maria da Penha
foi sancionada em 7 de agosto de 2006
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Dentre as várias mudanças promovidas
pela Lei está o aumento no rigor das punições
das agressões contra a mulher.
A Lei entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006,
e já no dia seguinte o primeiro agressor foi preso,
no Rio de Janeiro, após tentar estrangular a ex-esposa.
O nome da Lei é uma homenagem
a Maria da Penha Maia,
que foi agredida pelo marido durante seis anos.
A Lei altera o Código Penal Brasileiro
e possibilita que agressores sejam
presos em flagrante ou tenham sua
prisão preventiva decretada.


Rose Marie diz:
"Não vejo uma sociedade de mulheres,
o que seria uma perversão.
Eu vejo uma sociedade com igual
participação de homens e mulheres.
A natureza fez o homem e a mulher.
Falar de uma sociedade em que a mulher
seja hegemônica, é trocar o sinal da
dominação de mais por menos,
então não muda nada.
Eu vejo uma sociedade andrógina,
em que homem e mulher tenham
o mesmo protagonismo,
uma sociedade mais pacífica,
menos corrupta.
Há um estudo do Banco Mundial,
que mostra uma correlação significativa
entre a entrada da mulher no
mercado de trabalho e a diminuição da corrupção.
Esse estudo foi feito em 121 países.
Essa é uma das coisas mais importantes
que eu já vi na minha vida.
O mundo, quando tem mais mulheres,
tem menos guerra, menos violência
e menos corrupção.
Vale lembrar aqui que a revista The Economist,
uma publicação econômica machista,
em setembro de 1996,
disse que o século XXI
seria o século da mulher,
mostrando que o maior altruísmo
da mulher é que pode ajudar a salvar
o mundo todo desse problema de
eio ambiente, de excesso de corrupção.
Na União Européia, se havia 20, 30 países
que guerrearam durante 1.500 anos,
agora, para enfrentar os Estados Unidos,
eles se chamam União Européia.
O mundo vai ter que ser solidário
“na marra” para vencer o inimigo comum,
que é o aquecimento global, a falta d’água,
que vem da ganância dos mais fortes,
para ver se é possível reverter esse processo."

"Eu não conheço correntes feministas.
Há movimentos feministas que tratam
mais da política, movimentos feministas
que tratam mais da ligação da mulher
com a sustentabilidade do meio ambiente
e outros que tratam da condição da mulher,
principalmente do problema da violência,
que é o problema básico da sociedade humana.
Refiro-me à violência doméstica,
dos pais sobre as crianças
e do homem sobre a mulher,
que originam a violência do
homem sobre o homem.
Na Pré-História, enquanto não houve
a violência da sociedade contra a mulher,
não houve guerras.
Quando começou a violência contra a mulher,
que é a primeira de todas,
porque a mulher era mais fraca que o homem,
aí começa a violência dos mais
fortes contra os mais fracos.
E a causa disso é
que a criança aprende,
desde que nasce,
que uns apanham
e outros batem.
E isso não é coisa pequena.
Eu estava nos Estados Unidos, em 1988,
quando se fazia uma pesquisa representativa
da nação americana, com a qual se descobriu
que 66% de todas as mulheres, ou apanhavam,
ou tinham apanhado de pais ou de maridos.
A grossa maioria das mulheres apanha.
E isso legitima a violência do
homem contra o homem.
É natural que o homem seja mais
violento contra a mulher,
então é natural que seja mais violento
contra o homem.
Tratar da violência contra a mulher
é tratar da violência do homem contra o homem.
A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres,
quando fez a lei Maria da Penha,
sobre a violência doméstica,
tornando-a crime hediondo,
fez um trabalho incrível.
Esse tema está muito difundido na sociedade,
e a mulher hoje sabe que ela não deve apanhar.
Não é mais como o Nelson Rodrigues dizia,
que mulher gosta de apanhar
e só as neuróticas reagem.
Hoje, todas as mulheres somos neuróticas,
porque reagimos em favor da justiça. "

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Euro Prostituição 2008


Uma dezena de organizações femininas suíças acaba de lançar um projeto denominado
'Valor civil', destinado a combater a prostituição forçada.
A estratégia pretende também sensibilizar a população para que contribua na luta contra esse flagelo social.
"É justamente durante grandes eventos como o campeonato europeu de futebol, que ocorrerá no ano que vem na Suíça e na Áustria, que milhares de mulheres são obrigadas a se prostituir", afirmaram as promotoras do projeto "Valor Civil", durante coletiva à imprensa, em Berna.
Denunciaram ainda que centenas de milhares de mulheres e crianças são exploradas atualmente na Europa por máfias organifzadas.
"Os interesses em jogo na exploração de seres humanos são ainda maiores do que no tráfico de drogas" explicaram, acrescentando que "indiretamente as arrecadações públicas também são beneficiadas com esse comércio".
O projeto "Valor Civil" coincide com uma vasta campanha de informação e provenção contra a prostituição forçada antes e durante a Eurocopa de 2008.
O objetivo dessa "Campanha EUROCOPA 08 Contra a Exploração de Mulheres" é sensibilizar o maior público possível sobre a dimensão e as conseqüências da prostituição forçada e da necessidade de melhorar a proteção das vítimas e das testemunhas.
Mais em


A Comissão de Direitos da Mulher do Parlamento Europeu (PE) alertou nesta quarta-feira sobre o fenômeno da prostituição com a proximidade da Eurocopa deste ano, que será disputada na Áustria e na Suíça.
Segundo a comissão, o evento pode incentivar esta forma de "escravidão moderna". Em Bruxelas, várias eurodeputadas pediram aos Estados-membros que assumam sua responsabilidade na luta contra a prostituição, que é uma forma de "escravidão moderna" na opinião da comissão.
A Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, também foi alvo de uma campanha semelhante, chamada de "Cartão vermelho à prostituição forçada", uma idéia do Conselho Nacional de Mulheres da Alemanha.
"A cada ano, cerca de 800.000 mulheres se transformam em vítimas do tráfico de seres humanos", lembrou a socialista Lissy Gröner, para quem é preciso "prevenir" o fenômeno da prostituição.
Anna Záborská, parlamentar do Partido Popular Europeu, levou o assunto ao Plenário da Eurocâmara. A eurodeputada pediu à Comissão Européia informações sobre a aplicação nos Estados-membros das medidas aprovadas em dezembro de 2005 para combater a exploração sexual.



Mais em:

http://esportes.terra.com.br/futebol/eurocopa/2008/interna/0,,OI2928799-EI11396,00-Parlamento+alerta+sobre+prostituicao+na+Eurocopa.html

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Apenas links...

É tão nojento, tão nefasto e tão podre...
Que só podia mesmo ser mais uma notícia
do fim do mundo patriarcal...
Este mundo tem mesmo que acabar...
Sobre o caso da menina Isabela,
e ainda sobre um dos policiais(pai de uma menina de 9 anos)
envolvidos na investigação, que se suicidou
após ter sido suspeito de integrar uma rede de pedofilia.




Os bons pais são punidos...


À propósito da Justiça Portuguesa
conheço um caso tbm muito estranho

Dois jovens brasileiros, imigrantes em Portugal
tiveram um filho, hj com 7 anos...
Pouco depois do nascimento da criança,
os pais se separaram, tendo o filho
ficado com o pai, por opção da mãe...
a mãe passou mais de 5 anos sem ver o filho.
Mas apareceu de repente, já a criança tinha 6 anos
e entrou na justiça pra pedir a guarda do filho,
e ir embora pros Estados unidos, com o novo marido
ela agora casada com um português.
O juiz não só deu a guarda à mãe, como
autorizou a viagem, tudo em poucos meses...


Não percebo nada dessa justiça patriarcal...


Será que os juízes entraram num tipo de
superior interesse da confusão na cabeça das crianças???


sábado, 31 de maio de 2008

Esmeralda à bruta...

Enquanto isso no tal Portugal dos pequeninos
não, pequeninos crianças...
os pequeninos abutres,
guardiães da m***** patriarcal...
(desculpa, esse caso é por demais
estúpido, eu perdo a paciência...)



Decisão da IN justiça patriarcal
O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) recusou os recursos referentes ao poder paternal da menor Esmeralda Porto, ordenando assim o cumprimento da decisão da Relação de Coimbra que obriga à sua entrega ao pai.
O STJ decidiu recusar os recursos interpostos pelo Ministério Público, pela mãe da menor e pelo casal que tem a sua guarda desde os três meses de idade, considerando que foi ao Tribunal da Relação de Coimbra (TRC) que coube a última palavra sobre quem deve exercer o poder paternal.
O TRC deu razão ao pai da criança, agora com seis anos de idade. "Não é, pois, admissível recurso para o STJ das decisões tomadas segundo critérios de conveniência e oportunidade", escrevem os juízes. "Estando a filiação estabelecida em relação a ambos os progenitores, que nunca foram casados nem viveram juntos, e não tendo sido decretada a inibição do exercício do poder paternal em relação a nenhum, não é susceptível de recurso para o STJ a decisão judicial" da Relação de Coimbra
Entrega terá de ser cumprida
Como esses processos não deverão estar concluídos no final de Julho, só um novo adiamento do prazo de entrega da menor - que está a ser preparada para a entrega por uma equipa de clínicos do Hospital de Santarém - é que irá impedir Baltazar Nunes de ter a guarda da menor durante o Verão. Caso a juíza do processo em Torres Noves não decida um novo adiamento, a decisão de entrega da menor ao pai pelo casal terá de ser cumprida.
Mesmo que seja feita alguam justiça nesse caso,
Quem vai responder por esse terrorismo
na cabeça dessa menina???
Se a mãe dela NÃO fosse
BRASILEIRA E POBRE
o juiz teria essa mesma arrogância,
essa mesma lealdade masculina
acima de tudo, principalmente
acima do sagrado
INTERESSE SUPERIOR DA CRIANÇA?

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Síndrome de Estocolmo

A Síndrome de Estocolmo (Stockholm Syndrome) é um estado psicológico particular desenvolvido por pessoas que são vítimas de seqüestro. A síndrome se desenvolve a partir de tentativas da vítima de se identificar com seu captor ou de conquistar a simpatia do seqüestrador.


A síndrome recebe seu nome em referência ao famoso assalto de Norrmalmstorg do Kreditbanken em Norrmalmstorg, Estocolmo que durou de 23 de agosto a 28 de agosto de 1973. Nesse acontecimento, as vítimas continuavam a defender seus captores mesmo depois dos seis dias de prisão física terem terminado e mostraram um comportamento reticente nos processos judiciais que se seguiram.
O termo foi cunhado pelo criminólogo e psicólogo Nils Bejerot, que ajudou a polícia durante o assalto, e se referiu à síndrome durante uma reportagem. Ele foi então adotado por muitos psicólogos no mundo todo.

A síndrome é relacionada a captura da noiva e tópicos semelhantes na antropologia cultural.
As vítimas começam por identificar-se emocionalmente com os sequestradores, a princípio como mecanismo de defesa, por medo de retaliação e/ou violência. Pequenos gestos gentis por parte dos captores são frequentemente amplificados porque, do ponto de vista do refém é muito difícil, senão impossível, ter uma visão clara da realidade nessas circunstâncias e conseguir mensurar o perigo real.
As tentativas de libertação, são, por esse motivo, vistas como uma ameaça, porque o refém pode correr o risco de ser magoado. É importante notar que os sintomas são consequência de um stress físico e emocional extremo. O complexo e dúbio comportamento de afetividade e ódio simultâneo junto aos captores é considerado uma estratégia de sobrevivência por parte das vítimas.
É importante observar que o processo da síndrome ocorre sem que a vítima tenha consciência disso. A mente fabrica uma estratégia ilusória para proteger a psique da vítima.
A identificação afetiva e emocional com o sequestrador acontece para proporcionar afastamento emocional da realidade perigosa e violenta a qual a pessoa está sendo submetida.
Entretanto, a vítima não se torna totalmente alheia à sua própria situação, parte de sua mente conserva-se alerta ao perigo e é isso que faz com que a maioria das vítimas tente escapar do sequestrador em algum momento, mesmo em casos de cativeiro prolongado.

Não são todas as vítimas que desenvolvem traumas após o término da situação.
O caso mais famoso e mais característico do quadro da doença é o de Patty Hearst, que desenvolveu a doença em 1974, após ser seqüestrada durante um assalto a banco realizado pela organização militar politicamente engajada (o Exército de Libertação Simbionesa). Depois de libertada do cativeiro, Patty juntou-se aos seus captores, indo viver com eles e sendo cúmplice em assalto a bancos.
A síndrome pode se desenvolver em vítimas de sequestro, em cenários de guerra, sobreviventes de campos de concentração, pessoas que são submetidas a prisão domiciliar por familiares e também em vítimas de abusos pessoais, como mulheres e crianças submetidas a violência doméstica e familiar.

do wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Estocolmo

Tentando entender/explicar...

A Marian disse:
Um pontinho para reflectir:Plutão, planeta dos segredos,
inconciente colectivo e submundo está nestes anos
com aspectos importantes que se traduzem no colectivo
em desvelar e desenterrar segredos e escandalos escabrosos...
dá uma olhadinha a breve explicação:

Ah, Nana eu penso sinceramente que estas coisas sempre existiram em alto grau... e alto segredo tambem!

A diferença é que agora a mentalidade (genericamente falando) está mais aberta, as pessoas tem mais consciencia dos seus direitos e acontece até uma coisa sintomatica, quando há um escandalo social bastante falado as denuncias duplicam... só isto já diz bastante, nao?!

Por outro lado, as pessoas hoje vivem menos oprimidas por vergonhas imaginárias...Nunca esqueço a cara de espanto de um amigo de familia quando eu com os meus desempoeirados e adultos 14 anos disse numa tertulia ocasional entre familia/amigos que se algum homem me tocasse ou desrespeitasse iria pela janela fora no momento e de preferencia que fosse um 5º andar... ele ficou siderado e deitou um olhar de esguelha ao meu pai, apelando para alguma moderação... que exibiu um sorriso discreto e disse que era mesmo assim, que eu tinha toda a liberdade, autonomia e apoio dele e que tinha muito orgulho que eu fosse uma leoa e nao uma galinha...O senhor amigo ficou a tartamudear que achava muito bem, sim senhor, mas que a maioria das mulheres eram e procediam diferente...eu rematei:

"porque sao educadas para falhar: Quando vão à guerra, quando ha um confronto físico ou outro, elas já estao vencidas antes de estarem... ha uma lavagem cerebral nos filmes, nas leituras, em tudo".

(eu reparava muito nisso na altura e claro era super-contestatária -uma autentica mafaldinha! e bastante marciana tambem...Eu era aquela menina que dizia em alto e bom som que numa violação só há um envergonhado: quem viola, nunca o violado/a! Há vinte/vinte e cinco anos atrás as pessoas não aceitavam esta postura fácilmente...

Agora sou muito mais calma, rss

Por outro lado, acerca de pedofilia havia (ainda haverá?) homenzinhos no Portugal* profundo que diziam das filhas/enteadas coisas tipo: "eu ando a cria-la para outro, e nao vou ser o primeiro a comer?!"Sem comentarios, mas este tipo de mentalidade existe/iu e os seus tristes produtos estão por aí muitos sem a devida correcção...

Nota*: infelizmente, não só em Portugal...

Participação de minha amiga Marian:

www.maraoluar.blogspot.com



quarta-feira, 28 de maio de 2008

Exército Azul... Paz ou Abusos Sexuais???

"Dar aos homens treinados para matar
missões de Paz é a prova cabal
da loucura dos líderes patriarcais."
Rosa Leonor Pedro
Intitulado Noone to turn to
– The under-reporting of child sexual exploitationand
abuse by aid workers and peacekeepers
(Ninguém a quem recorrer -
A pouco denunciada exploração sexual
infantil por funcionários de ONGs e tropas de paz),

o documento é resultado de entrevistas feitas em 2007, com 341 crianças na Costa do Marfim, sul do Sudão e no Haiti. O relatório diz que as vítimas dos abusos são crianças de ambos os sexos, com idade a partir dos seis anos. Entre os abusos relatados pelas crianças entrevistadas estiveram estupro, prostituição infantil, escravidão sexual, pornografia, troca de sexo por comida, tráfico infantil para sexo e exposição a indecências.

O relatório não identifica as organizações envolvidas nos incidentes, mas afirma que "os que cometem os abusos podem ser encontrados em todo tipo de organização de paz e segurança, entre funcionários de todos os níveis e entre trabalhadores recrutados local e internacionalmente".

O documento ressalta que as tropas de paz da ONU “são uma fonte particular do abuso em várias localidades, especialmente no Haiti e na Costa do Marfim.
Segundo a autora do documento, Carina Charky, a principal razão pela qual os abusadores não são identificados é o medo das crianças de represálias.

Foto e textos bogados dos sites:


segunda-feira, 26 de maio de 2008

Bicho Papão existe!!!

Eu fico aqui pensando:
Se a pedofilia assim tão nojenta sempre existiu
ou agora com a internet ficou mais visível...
Ou ainda, se por as mulheres terem encontrado
de alguma forma, alguma defesa e direitos,
os homens mais "doentes" teriam se voltado
para o ataque a crianças, uma vez que estas ainda
se encontram numa situação frágil e desprovida
de proteção eficaz ou direitos de fato...
A impunidade existe, e isso é óbvio, e claro,
que esse tbm é um fator importante...
E a "Casa Pia"? Até agora... nada...
Ninguém tem dúvidas de que essas coisas aconteciam,
mas o problema é que não eram pais ou padrastos drogados,
bêbados, mendigos, ou seja a escória que se joga numa cela
e que não faz diferença pra ninguém...
A preocupação dos advogados é limpar a imagem dos seus
clientes perante a sociedade, que em todo lado é
hipócrita q.b.
E as vidas dessas crianças, que cresceram marcadas,
feridas, essas infâncias perdidas, essas vidas manchadas
Quem é que as vai defender?

E ainda há aqui, uma coisa ainda pior
que é a conivência, ou a covardia, dos adultos,
que tomam conhecimento do caso, e nada fazem.
Eu conheço uma mãe, que teve uma filha violada,
por um vizinho, enquanto estava ausente, mas nunca
disse nada ao pai, para o poupar da dor, e assim
o vizinho nunca foi punido, mas a filha de 4 anos, ficou marcada
pra sempre, inclusive com uma cicatriz na face.
Em outro caso, o padrasto obrigava a enteada
a fazer sexo oral, esta ainda adolescente, 11, 12 anos.
Mesmo hj em dia, depois de alguma análise ainda
tem a vida sentimental e sexual nublada,
mas a mãe continua casada com o tal padrasto,
mesmo sabendo que ele é um traste...
Como professora nas periferias de BH
vivi muitas vezes essa experiência com alunas
vítimas de abusos e violências...
até abrir mão de um cargo efetivo, pelas minhas angústias
em não poder ajudar, totalmente impotente...
O último caso que me marcou foi o da Michele,
ela e a amiga estavam em casa da amiga estudando,
qdo chega o pai bêbado e obriga as duas
a manterem relação com ele... As duas eram minhas alunas,
e enquanto Michele se sentia terrivelmente envergonhada,
a filha do agressor dizia a toda gente o que havia se passado,
nada foi feito no sentido de punir o pedófilo,
a mãe da Michele, divorciada do pai, não achou
que valia a pena fazer nada, sozinha e pobre, ela
pensava que poderia ser perigoso pra elas denunciá-lo.
E é ainda pior qdo é o próprio pai da criança,
o autor do crime... a minha vizinha tinha uma sobrinha,
que um dia no meio de uma reunião familiar acusou o
pai, um alcoolatra sem tratamento, de ter abusado dela
várias vezes durante a sua adolescência, e ela
só agora, já casada e mãe de duas crianças teve
coragem suficiente de dizer isso perante toda a família.
Tbm nesse caso, nada foi feito, as pessoas
"abafaram o caso", e duvidaram da veracidade dos fatos.
Será por já não poder atacar as vovozinhas
tão à vontade, que os monstros homem
se voltaram para a pedofilia? ou será que como
toda a podridão do patriarcado está vindo à tona
como nunca antes, tbm essa atrocidade sempre existiu,
encoberta pelas mulheres e pela lealdade masculina?
não é só a falta de noção, Marian...
é algo que eu não sei nominar...
Quando eu falei com meu tio que estava fazendo
um blog com uma temática feminista, ele me disse:
isso é frescura não é não?
E eu tentei emendar: é ecofeminismo, uma visão
do feminismo aliado às questões ecológicas...
e ele: Ah, mais frescura ainda...
Mas qdo eu disse a estatística sobre a criminalidade
feminina, à volta dos 3,7%
ele ficou calado... pois tendo ele cargo de alta patente
dentro da Polícia Militar de Minas Gerais,
sabe bem que há uma diferença gigantesca...
mesmo assim ele disse: Mas hj em dia as mulheres
tbm estão muito envolvidas em assaltos, tráfico, etc...
E eu disse: mas vc sabe que na maioria dos casos, elas
o fazem coagidas pelos namorados, maridos e parentes.
e encerramos a conversa...

A verdade é que o sistema patriarcal é baseado
num submundo de violências, atrocidades, torturas
e que a defesa dos direitos humanos é relativamente
recente... Por isso qdo falo das sociedades matrilineares
como uma alternativa, não falo pq sou mãe...
falo pq sou humana, ainda...
Embora eu pense que não mereçamos uma chance
temo-la, e devíamos aproveitar...
Antes que a capa da revista aí encima
deixe de ser apenas uma campanha anti-pedofilia
e passe a ser uma realidade surda, muda e cega.


quinta-feira, 22 de maio de 2008

ATÉ QUANDO?

Até enfim, o fim...
Quem já me acompanha aqui,
sabe que na minha TPM eu fico atacada...
Quer saber, eu faço minhas as palavras
da Rita Lee, no Irritando Fernanda Young:
"Não tô nem aí...
Não quero mais saber
de porra nenhuma
Que se lixe,
que se foda tudo!"
E eu me sinto um pouco assim tbm...
ninguém quer saber,
ninguém quer mudar...
"Construímos um mundo artificial
e estamos presos nele,
por livre escolha...
A nossa criação, cujo resultado
é a destruição do mundo natural,
e nós podemos evitar,
mas simplesmente optamos
por morrer junto.
Criamos na verdade
a nossa auto-destruição...
O mundo está acabando, já...
e continuamos vivendo como se
o mundo natural fosse
um canal da tv, ou um site da net,
mudamos o canal, e voltamos
pra novela, pro jogo da final,
pra transmissão da santa missa...
passando rapidamente pelas
notícias dos terremotos e ciclones
que fazem milhares de vítimas
em alguns minutos...
Vemos o fim chegando,
primeiro pra eles, e qqr dia
pra nós tbm... pra todos...
A TERRA está
se curando de nós...
Nós somos uma doença
que a maltratou e poluiu...
Enquanto ela quis ser a mãe,
nós a fizemos refém
do desenvolvimento patriarcal
e assinamos a nossa
sentença de morte.
O Universo inteiro é infinito,
ou pelo menos, é universal...
não fazemos falta nenhuma...
Se não somos capazes
de ver a verdade,
nem de travar essa destruição,
o menos mal é sermos extintos...
E deixar a TERRA livre
para os seres vivos que
são capazes de amá-la,
de cuidar e de viver aqui,
sem destruir tudo em volta...
Criamos um mundo artificial
de destruição, que vai tbm
nos destruir, e assim,
reestabelecer o equilíbrio...
O mal somos nós...
todos nós...
todos não fazemos nada,
ou o que fazemos
é muito pouco,
insignificante,
sem resultados...
E a TERRA não pode
esperar mais
Precisa ficar livre dessa
vida artificial, humanóide...
Nós humanos, seremos o
capítulo mais triste da
história da vida na TERRA...
mas finalmente esse triste
período chega ao fim...
Afinal, nossa criação
auto-destruidora,
vai se destruir e a nós...
mas felizmente,
os seres vivos e o planeta
estarão a salvo...
Faça-se a Justiça de MAAT
Tivemos o privilégio da vida,
e só fizemos asneiras...
somos pequenos,
mesquinhos,
despreziveis,
vazios e estúpidos...
Não merecemos nenhuma
piedade ou chance...
T - O - D - O - S
sem exceção...
Todos estamos mesclados
nesse mundo artificial,
já não sobrevivemos
num mundo sem poluição
já não sobrevivemos sem
transportes, comunicações,
eletricidade, água canalizada,
internet e satélites...
E a TERRA não precisa
de nada disso
Tudo isso tem lhe feito
imenso mal...
E ela precisa se livrar
de tudo isso e de nós tbm...
Ela quis ser a mãe...
mas nunca fomos os filhos...
somos vírus e bactérias
purulentos e chaguentos
Lavemos com sangue
todo o mal que causamos
ou que nunca fomos
capazes de evitar..."
Nana Odara


QUEM ACHAR QUE EU ESTOU MUITO "HÉLIO"

VÁ AO BLOG DA ROSA, PQ A MENSAGEM DELA

ESTÁ MAIS PARA CHAMA VIOLETA...

EQUILIBRANDO COM ESSA MINHA

DESESPERANÇA DE HJ...

www.rosaleonor.blogspot.com

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Em todo lado... Aids



SIDA continua a matar
Maio 14, 2008 – 7:47 pm
Por semprefeministas -->
Publicado em Sida

Os dados são assustadores, segundo o relatório
do Banco Mundial, por cada pessoa que em África
inicia o tratamento, 4 a 6 são infectadas pelos vírus.
O relatório “Sida em África: Plano de Acção 2007-2011″,
afirma que a SIDA vai permanecer um desafio económico,
social e humano “ sem precedentes num futuro previsível”.
22,5 Milhões de africanos são separativos e o continente
continua a zona mais afectada pela SIDA.
A doença seria responsável por 20 por cento
das mortes registadas em Africa em 2000.
As mulheres continuam a ser as mais afectadas,
assim 61 por cento das pessoas infectadas
são do sexo feminino.
O relatório destaca a necessidade da permanência
da realização de “esforços de prevenção
para atrasar e inverter a taxa de
novas infecções com o vírus”.
Sylvie Silva Oliveira




todos os três artigos de hj foram blogueados do site:
http://feministactual.wordpress.com/

Ali... pedofilia...


A reportagem “Crianças, vendem-se” foi emitida,
ontem, pela SIC. De seguida, seguem
as observações da jornalista, Isabel Nery,
que esteve num dos países com maior incidência
de exploração sexual de menores, o Brasil.
Uma grande reportagem que se demarca
pela qualidade e rigor, disponível agora AQUI!

“O Brasil é um dos destinos preferidos dos turistas sexuais. Portugueses, espanhóis e italianos são os principais consumidores de sexo fácil e barato com mulheres, mas também com crianças e adolescentes brasileiras. Para entrar na rota da exploração sexual infantil, que vitima dois milhões de crianças em todo o mundo, os repórteres da SIC e da revista VISÃO estiveram em Salvador, Porto Seguro e Fortaleza. Encontraram miséria, droga, corrupção e prostituição. Encontraram infâncias roubadas.
Ao primeiro dia
vi pobreza, rios de esgoto a atravessar barracas, gente que se fecha em casa com medo das armas dos traficantes de droga.
Exploração.
Ao segundo dia
ouvi gente que trabalha sobre a exploração sexual infantil há muitos anos e me alertou: “Aponta-se o dedo ao turista sexual, mas isso é só a ponta do icebergue. Elas vendem-se porque têm fome. Os pais abusam, empurram. As mães fecham os olhos porque precisam do dinheiro.”
Direitos da criança.
Ao terceiro dia
registei a revolta de uma assistente social. Contou-me que, há seis anos, em Salvador, o recepcionista de um hotel de cinco estrelas chamava uma mãe para deixar um bebé de oito meses no quarto dos turistas que o “encomendavam”. A mãe voltava à hora marcada para recolher o bebé e o dinheiro. Até ao cliente seguinte.
Tráfico de seres humanos.
Ao quarto dia
encontrei uma mulher de olhar confuso, que recorria à mãe para confirmar a sua própria idade. Queria tanto fugir à pobreza da sua aldeia que, com 17 anos, aceitou que um suíço, 30 anos mais velho, a levasse para a Europa. Foi drogada, pontapeada, queimada. Não podia sair de casa sozinha. Mesmo assim não se considerava escrava. Antes presa numa casa rica, do que livre para a miséria. Parece uma opção. Mas é só a história de quem não tem opção.
Machismo.
Ao quinto dia
esperei pelo relato do repórter de imagem da SIC, Jorge Pelicano, sobre o resultado do seu “disfarce” como turista sexual. Um taxista garantiu-lhe que arranjaria uma adolescente. “É fácil.” Mas, pior do que isso, confessou, orgulhoso, que há pouco tempo tinha “transado” com uma. Ela não tinha dinheiro para pagar a viagem. Ele cobrou-se como melhor lhe convinha: “Menina novinha é bom demais.” Para ele. E para ela? Não importa.
Culpa.
Ao sexto dia
entrevistei adolescentes que tinham os braços todos cortados. Vítimas de exploração sexual desde crianças, automutilavam-se. Alguns cortes marcavam os pulsos. Perguntei se não tinham medo de morrer: “Não importa. São trinta minutos de alívio. Quanto mais sangue sair, melhor me sinto a seguir”, respondeu uma delas.
Abandono familiar.
Ao sétimo dia
perguntei a uma jovem abusada pelo pai desde os 7 anos e explorada por pedófilos se não queria ter filhos. Respondeu que não, “porque não”, e pregou os olhos no chão. Quando se confessou incapaz de dizer “não” a homem algum, porque tinha medo de “apanhar”, como acontecia com o pai, foi a minha vez de pregar os olhos no chão. Estava a tornar-se cada vez mais difícil entrar na alma destas miúdas e sair ilesa.
Droga.
Ao oitavo dia
fitei o olhar de um menino de rua na noite de Fortaleza. Ele correspondeu. Tinha 6, 7, 8 anos, no máximo. A pele estava esticada, à volta dos olhos havia rugas – um olhar de criança em rosto de velho. Era já madrugada e ele andava pelas mesas dos bares de prostituição a apanhar as latas vazias para poder fumar crack.
Emocionalmente, a minha reportagem acabou aqui. Já tinha visto todo o mal que o mundo tem para oferecer às crianças. Um mundo localizado num destino de férias paradisíaco, onde milhares de portugueses gostam de passar férias. Alguns não vão só à procura de belas praias. Cada minuto do seu prazer ficou marcado nos braços das minhas entrevistadas.”

Jornalista: Isabel NeryImagem: Jorge PelicanoEdição de Imagem: Paulo TavaresGrafismo: Hélder FerreiraProdução: Isabel Mendonça; João Nuno AssunçãoCoordenação: Cândida PintoDirecção: Alcides Vieira